segunda-feira, 27 de julho de 2009

Procura-se esperança desesperadamente. .

"Pra onde foi a minha inspiração? Cadê? Uma preguiça de acordar. Uma preguiça de tomar banho, escolher uma roupa, escolher entre bolo de chocolate e suco de laranja. Tudo parece ter o mesmo gosto falso de paliativos. De forte somente a preguiça de contar de tantas preguiças. Da cartilha do sucesso, que manda estudar, amar o que se faz e se relacionar bem, apenas amei. Nem isso faço mais. Sou uma péssima aluna.
Tenho a impressão de ter chegado ao topo de uma montanha, mas ela era muito alta e afastada e ninguém me viu.
Em vez de sucesso sinto segundos desejáveis de suicídio, vontade de pular lá de cima da montanha com o dedo desejando um último foda-se ao mundo. Nem que seja para fazer barulho e sujar o chão dos equilibrados. Nem que seja para fazer falta.
Cadê o gosto intenso de fugir do mundo com um segredo fatal? Não existem segredos fatais: todo mundo come todo mundo por caça e infelicidade. Somos animais tristes e não seres loucos e apaixonados. Eu me enganei tanto com o ser humano que ando com preguiça de me entregar. Ninguém tem coragem pra mudar nada, ou apenas é inteligente para saber que a rotina chega de um jeito ou de outro, não adianta se mover.
Pra quem faço falta e aonde me encaixo? Aonde sou útil e pra quem sou essencial? Pra onde vou e aonde descanso? Pra quem e por quem vivo?
Freud mexeu três vezes no túmulo com a vontade de me dizer que devo viver por mim. Dane-se a psicanálise: é muito mais gostoso ter outros encantamentos, além do umbigo.
Não que esses encantamentos não sejam para agradar meu umbigo. Ok, fiz as pazes com Freud, que deve achar o egoísta um pouco menos doente que o depressivo.
Ou não, não fiz as pazes com Freud, que acha tudo farinha do mesmo saco e nem está prestando atenção em mim. Ele é só mais um a não enxergar o alto da montanha, mesmo porque ele está embaixo da terra. Incluo Freud no meu "foda-se o mundo". Que papo é esse?
A esperança desesperada por amor e reconhecimento profissional deixou escapar a cansada esperança que se assustou de desespero.
Perdi meu deslumbramento, a válvula propulsora da vida que tive até aqui.

Cansei de me encantar pelo difícil. Que tal um homem e um salário de verdade pra viver uma vida de verdade? Chega da miséria do sonho.
Chega de idealizar uma vida com um fone no ouvido. Eu quero tocar, eu quero cair das nuvenzinhas acima da minha cabeça.
Junto com meu deslumbramento, perdi boa parte de quem eu era. Boa parte tão grande que não tenho para onde ir. Sou uma sem-vida.
Junto com o meu deslumbramento, perdi o rumo: quem não sonha não sabe aonde quer chegar. O sonho guia, leva longe. Mas de frustrado ele te faz retroceder alguns anos, te transforma em criança assustada. Sei disso quando durmo em posição fetal querendo ser devolvida ao quente da minha proteção primária. Freud volta a ser meu amigo.
Minha esperança é que o sonho esteja apenas cansado e depois de uma boa noite retorne colorido, musicado e perfumado. Eu disse a minha esperança? Então eu ainda tenho alguma? Nem tudo está perdido.
Estou deslumbrada com a vida, que te devolve à infância quando o mundo adulto atropela e fere. Lá na infância você se enche de sonhos e volta preparada para o mundo adulto, que se ocupa a frustrá-los todos novamente.
Eu disse que estou deslumbrada? Não, eu não disse, eu escrevi. Que papo é esse?
Entre idas e vindas me resumo feliz. Entre altos e baixos me resumo equilibrada. Sendo assim, tá na cara e não tem pane: ando meio mal mas vou sair dessa."
(Tati Bernardi)


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Mais um texto da Tati aqui no meu blog. Muitos outros virão, sou muito fã dela, me identifico demais com os textos dela. Parece que ela escreve pra mim... hehe

Obrigada pelos comentários do último post.

Beijos Mil,
Dany.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Eu, estudante de Odontologia. .

Como já estou quase entrando de férias(entro quarta-feira) vim falar um pouquinho da minha vida acadêmica....

Prestei vestibular sem ter certeza se realmente era isso que eu queria pra minha vida, hoje eu tenho certeza que é sim. Não é fácil, é cansativo, estressante, mas estou gostando muito!Não imagino meus dias sem ir praquele lugar, aprendi tanto lá. Principalmente como pessoa, estudo numa instituição que é referência em tratamento com Pacientes Especiais(a Pestalozzi), lá você vê de tudo é impossível não dar valor a vida.
Posso dizer que esses seis meses lá me fizeram amadurecer(pelo menos um pouco).

A odontologia me deu novos amigos, no começo confesso que não me identificava com a maioria, hoje me dou super bem com todos.

Graças as provas eu ‘ganhei’ uma gastrite nervosa(ainda ñ foi diagnosticado, mas pelos sintomas só pode ser!), mas consegui umas notas bem legais.
Claaaro que rolou recuperações, mas acontece né?!...

Vim escrever cheia de idéias, mas pra variar meu irmão passou aqui no meu quarto pra falar comigo e cortou minhas idéias, acho que tenho déficit de atenção, me distraio facilmente e é difícil pra pegar no ‘tranco’ de novo. *rs

Já comprei um domínio, mas não estou conseguindo hospedar aqui no blogspot. Agora durante as férias eu resolvo isso.
Pretendo voltar a ativa com meu bloguinho.

Beijos Mil.